O futebol tem o poder de deixar a formalidade de lado e expor um lado mais natural da realeza - entre cachecóis, comemorações e uma ideia de emancipação no Mundial.
Realeza no Mundial: torcida sem cerimônia
Em alguns instantes, o protocolo simplesmente perde espaço. No sábado, em Houston, os reis dos Países Baixos viveram o duelo contra a Suécia como torcedores comuns. Sem grandes filtros, já em solo norte-americano, Guilherme Alexandre e Máxima acompanharam a partida com entusiasmo evidente, reagindo a cada lance e vibrando com intensidade a cada gol da seleção neerlandesa.
Ao lado deles, a filha mais nova, a princesa Ariane, também chamou atenção por um visual mais casual do que o habitual. No pescoço, os três exibiam os tradicionais cachecóis na cor laranja.
Vestiário e apoio a Curaçau no torneio
A agenda seguiu para Kansas, onde os monarcas deram suporte a Curaçau, território autônomo que integra o Reino dos Países Baixos. Depois do empate contra o Equador, vestidos a rigor, Guilherme e Máxima desceram até o vestiário para cumprimentar os jogadores. Entre palavras de incentivo, fotos e momentos de convivência, a rainha voltou a evidenciar a espontaneidade que a transformou em uma das figuras mais populares da realeza europeia.
Também no domingo, a princesa Takamado acompanhou a goleada do Japão sobre a Tunísia, em Monterrey, no México. Conhecida pela relação próxima com o esporte, ela assistiu ao jogo a partir da tribuna, usando um vestido branco com discretos detalhes em azul e um broche com as cores da bandeira japonesa.
A vez dos mais jovens
Enquanto Felipe VI, da Espanha, prepara a viagem ao México - onde, no sábado, verá o confronto da seleção espanhola contra o Uruguai - é na Noruega que se nota uma mudança mais marcante na divisão de tarefas.
Com os reis Harald e Sónia limitados pela idade e a princesa Mette-Marit em recuperação do transplante pulmonar, o príncipe herdeiro Haakon passou a assumir uma parcela expressiva da representação institucional da casa real. Diante disso, a princesa Ingrid Alexandra interrompeu os estudos na Austrália para voltar à Noruega e atuar de forma mais presente, aliviando um pouco o pai.
Nessa função, a jovem herdeira e o irmão, o príncipe Sverre Magnus, estrearam em uma missão de maior visibilidade nesta madrugada, ao assistirem ao jogo entre Noruega e Senegal, disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, EUA.
Fora das quatro linhas, a dupla deixou claro que está pronta para assumir novas responsabilidades, reforçando o Campeonato do Mundo como um espaço de proximidade.
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