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Extremos da Juventus e do Milan são armas lusas para quebrar resistência uzbeque armada por herói italiano, campeão do Mundo e Bola de Ouro em 2006.

Jogador de futebol de Portugal com a bola, com companheiro e técnicos em campo durante jogo em estádio cheio.

Os extremos da Juventus e do Milan surgem como trunfos portugueses para testar a resistência do Uzbequistão, montada por um herói italiano que foi campeão do mundo e Bola de Ouro em 2006.

Semana tensa e o peso do empate com a RD Congo

Roberto Martínez assistiu aos jogadores se manifestarem publicamente em defesa da equipe numa semana conturbada. O empate com a RD Congo funcionou como detonador de uma desconfiança acentuada sobre o estado de Portugal na competição. A preparação curta nos EUA voltou ao centro das discussões - com o tema da praia prolongando o debate - e, como se não bastasse, o foco em Cristiano Ronaldo tornou-se inevitável, já que ele atuou 90 minutos na estreia com um rendimento bem abaixo do esperado.

Planos de Roberto Martínez: extremos da Juventus e do Milan e alternativas no ataque

Agora chega a hora decisiva. Em teoria, o Uzbequistão é o adversário mais acessível do grupo, mas esse rótulo pode enganar: trata-se de uma seleção pouco familiar a esse tipo de palco, com instinto de sobrevivência muito evidente, comprometida com a própria causa e disposta a deixar uma marca inesquecível na prova.

A principal figura do lado uzbeque está no banco: Fabio Cannavaro. O nome remete imediatamente ao feito de 2006, quando foi campeão do mundo pela Itália e ainda conseguiu “roubar” a eleição de melhor do mundo de atacantes e artistas da bola. A base do Uzbequistão deverá ser a organização defensiva, e Martínez tem trabalhado um plano para desarrumar e castigar o rival com a melhor versão de Portugal, evitando qualquer risco de um novo tropeço.

Nesse desenho, Francisco Conceição e Rafael Leão - ambos acionados como reservas no primeiro jogo, com o primeiro a deixar sinais interessantes de influência na partida - aparecem como opções fortes. São jogadores com talento e ousadia para incendiar e sufocar defesas mais densas, disciplinadas e rigorosas nas marcações.

Esta é uma das ideias consideradas por Roberto Martínez, oferecendo aos lados mais presença de gol do que Bernardo Silva e Pedro Neto. Ainda assim, há um segundo caminho que não pode ser descartado: colocar Félix em campo mais perto de Ronaldo, tentando intimidar o Uzbequistão com dois atacantes habituados a atuar em dupla no Al Nassr.

Defesa também muda

Além das trocas previstas no setor ofensivo, a última linha também deve sofrer alterações. Aqui, a mudança tem um componente mais obrigatório: Rúben Dias foi desfalque diante da RD Congo, mas agora já está em condições de liderar a defesa.

Dias não deve formar dupla com nenhum dos zagueiros que enfrentaram o adversário da primeira rodada. Tomás Araújo saiu com queixas do duelo com os africanos e não participou dos treinos seguintes. Já Renato Veiga não convenceu na estreia em solo americano e pode perder espaço em nome de maior maturidade tática e de uma leitura de jogo já sedimentada entre Rúben Dias, pela direita, e Gonçalo Inácio, pela esquerda.

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