Previsão do IPMA e avisos meteorológicos
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) vem alertando, em comunicados, para a expectativa de um período prolongado de "tempo muito quente e seco" em Portugal continental, com temperaturas máximas que podem chegar a 43 °C em algumas regiões. "Prevê-se um longo período com tempo quente e seco, com a temperatura máxima a atingir valores entre 40 e 43°C no Vale do Tejo e no Alentejo a partir de dia 1 [quarta-feira], e que poderão estender-se a alguns locais das restantes regiões no final da semana", indica o comunicado distribuído na segunda-feira.
Diante desse cenário, o IPMA colocou nesta terça-feira vários distritos sob aviso amarelo (o menos grave) e, a partir de quarta-feira, pretende acionar o aviso laranja (o segundo mais grave) no Alentejo, estendendo-o na quinta-feira a Lisboa, Setúbal, Santarém e Leiria.
Alerta da Fepons sobre risco de afogamento em dias de calor extremo
A Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (Fepons) alertou nesta terça-feira para a tendência de aumento do risco de afogamento nos próximos dias, em razão da alta prevista das temperaturas, e pediu que as autoridades passem a incluir esse risco nas mensagens de aviso à população.
Em nota, a federação lembra que a experiência recente de outros países europeus aponta que períodos de calor extremo levam muita gente a buscar rios, barragens, lagoas, praias marítimas e piscinas para se refrescar - o que eleva a probabilidade de acidentes, especialmente em áreas sem vigilância.
A Fepons ressalta ainda que o calor extremo, por si só, também funciona como fator de risco para o afogamento e reforça que a prevenção deve começar antes mesmo de entrar na água. Em França, por exemplo, durante a onda de calor que o país enfrenta, já morreram mais de 50 pessoas por afogamento.
Recomendações de prevenção antes de entrar na água
Para reduzir esse risco, a Fepons orienta que a opção seja sempre por locais vigiados, evitando banhos em rios, barragens e pontos desconhecidos ou sem presença de vigilância, além de procurar entrar na água acompanhado por outra pessoa.
A federação também recomenda manter supervisão contínua de crianças - "sempre à distância de um braço" -, não mergulhar em locais desconhecidos e não consumir álcool antes ou durante as idas à água.
Dados recentes de afogamentos em Portugal
De acordo com números divulgados pela Fepons há 15 dias, 57 pessoas morreram por afogamento em Portugal até 31 de maio, valor praticamente igual ao registrado no mesmo período de 2024 (58 mortes). Esse resultado de 2024 representou o pior período homólogo desde o início da série histórica do Observatório do Afogamento da federação, em 2017.
Além disso, a Fepons voltou a apelar para que as entidades públicas integrem o risco de afogamento nas comunicações de proteção à população durante episódios de calor extremo.
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