Um tribunal na Espanha concluiu que falas exibidas em um programa da Antena 3 expuseram a esfera privada de uma família, caracterizando uma intromissão ilegítima na intimidade e no bom nome de Georgina Rodríguez e de sua irmã Ivana. Com isso, a emissora foi condenada ao pagamento de uma indenização total de 120 mil euros, sem que a meia-irmã tenha qualquer obrigação de arcar com valores - embora também tenha sido citada no processo.
Georgina Rodríguez e Ivana venceram a ação judicial movida contra a meia-irmã Patricia Rodríguez e o grupo Atresmedia, depois de declarações feitas na televisão sobre questões familiares. A notícia foi divulgada pelo jornal espanhol "El Debate", que afirma ter tido acesso à sentença.
O que Patricia Rodríguez disse no "Espejo público" (Antena 3)
O caso teve início em 17 de janeiro de 2023, quando Patricia falou no programa "Espejo público", da Antena 3, sobre falta de apoio financeiro e assuntos ligados à família - incluindo o destino das cinzas do pai, que morreu em 2019.
"Elas não querem saber de mim, nem me querem ajudar, nem nada", disse na época. Na mesma ocasião, afirmou estranhar que Cristiano Ronaldo não soubesse da situação por meio da companheira.
O entendimento do Tribunal de Gijón sobre Georgina Rodríguez e Ivana
Na decisão, o Tribunal de Gijón avaliou que as declarações configuraram uma "intromissão ilegítima na vida privada". O órgão concluiu que houve violação do direito ao bom nome e à intimidade de Georgina Rodríguez e Ivana.
A sentença também registra que Patrícia Rodríguez é filha do pai das duas por outro relacionamento e que nunca teve ligação com Georgina e Ivana.
Objetivo atingido
O texto determina a interrupção imediata da divulgação de conteúdos relacionados à vida privada da família e fixa uma indenização total de 120 mil euros: 80 mil para Georgina Rodríguez e 40 mil para a irmã Ivana.
De acordo com o "El Debate", o pagamento será feito apenas pela Atresmedia. As autoras da ação não pediram qualquer compensação financeira à meia-irmã, para não piorar a condição econômica dela.
Os advogados de Georgina e Ivana, do escritório AVERUM Abogados, disseram ao jornal espanhol que a finalidade do processo não era obter dinheiro, mas impedir que aspectos da vida íntima fossem expostos publicamente.
Marisa Herrero-Tejedor ressaltou ainda que, mesmo Georgina sendo uma figura pública, isso não significa que ela deva "suportar todo o tipo de informações sobre a sua vida privada".
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