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Portugal busca resposta na 2ª jornada do Mundial contra o Uzbequistão

Jogador de Portugal com a bola perto da linha de fundo, adversário caído no gramado em estádio lotado.

Portugal tem mostrado, desde 2002, capacidade de responder bem quando o início de um Mundial não corre como esperado. A meta, agora, é repetir esse padrão no duelo de terça-feira contra o Uzbequistão.

Histórico recente de reações de Portugal na 2ª rodada dos Mundiais

Depois de uma largada abaixo do ideal, costuma vir uma resposta à altura. Esse tem sido o roteiro de Portugal nas fases finais de Copa do Mundo em que esteve presente - esta é, inclusive, a sétima participação seguida desde 2002. O 1-1 da rodada de abertura contra a RD Congo, na última quarta-feira, entrou para a lista de estreias pouco convincentes da seleção, e a expectativa é que o jogo de amanhã diante do Uzbequistão, no mesmo palco em Houston, mantenha a tradição de reação.

Neste século, Portugal nunca teve um desempenho pior na segunda partida da fase de grupos do que no primeiro compromisso. Pelo contrário, há quatro exemplos claros de evolução: em 2002, a seleção portuguesa estreou com derrota para os Estados Unidos (3-2) e depois bateu a Polônia (4-0); em 2010, começou com empate contra a Costa do Marfim (0-0) e, na sequência, aplicou 7-0 na Coreia do Norte (7-0); em 2014, levou 4-0 da Alemanha (4-0) na estreia e depois empatou com os EUA (2-2); em 2018, abriu com igualdade contra a Espanha (3-3) e, em seguida, superou Marrocos (1-0). De forma curiosa, nas ocasiões recentes em que venceu o primeiro jogo do grupo em Mundiais, Portugal manteve o embalo com outra vitória: em 2006, ganhou de Angola (1-0) e depois do Irã (2-0); em 2022, derrotou Gana (3-2) e, na sequência, Uruguai (2-0).

A grande exceção a esse bom presságio para as cores lusas aconteceu no já distante e emblemático Mundial de 1986: em meio à turbulência em Saltillo, Portugal começou vencendo a Inglaterra (1-0), mas na rodada seguinte caiu diante da Polônia (0-1).

Ainda assim, nem toda reação depois de um começo ruim foi suficiente para garantir a passagem de Portugal na fase de grupos. Em 2002, o 4-0 sobre os poloneses na segunda rodada veio antes de nova derrota, desta vez para a Coreia do Sul (1-0), resultado que selou a eliminação. Em 2014, o empate com os EUA foi seguido por vitória sobre Gana (2-1), mas nem assim a seleção conseguiu avançar às fases eliminatórias.

O que está em jogo para Portugal no Grupo K neste Mundial

Agora, mesmo com a novidade deste Mundial - os oito melhores terceiros colocados dos grupos avançam aos 16 avos de final -, Portugal chega pressionado a vencer o Uzbequistão. Se não ganhar, corre o risco de chegar ao terceiro jogo do Grupo K, contra a Colômbia, com a classificação seriamente ameaçada. Mesmo com uma vitória amanhã, a seleção ainda não estará matematicamente garantida, já que quatro pontos não asseguram nada, mas ficaria muito perto do objetivo.

Francisco Conceição e Portugal: "passo para o que está desmarcado"

Entrando como reserva na estreia contra a RD Congo, Francisco Conceição aparece como uma das possíveis novidades no time titular de Portugal para amanhã e reforçou que a equipe precisa apresentar um nível diferente. "A margem de erro é mínima. Não ganhámos o primeiro jogo e agora temos a faca nos dentes para ganhar o próximo", afirmou, negando que a orientação em campo seja, necessariamente, servir Cristiano Ronaldo: "Não existe ninguém como ele [a finalizar], mas não temos obrigação de lhe passar a bola. Eu passo para o que está desmarcado. O Cristiano está aqui para ajudar, como qualquer jogador da seleção".


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